EVOLUÇÃO DA DISSEMINAÇÃO DO H1N1 NO MUNDO
===Mapa atualizado de casos noticiados===
===Mapa atualizado de casos noticiados===
Tomado pela onda de mobilização acerca dos assuntos relativos à nova ameaça à saúde da população mundial, resolvi também tomar parte das discussões. Mas antes, não vou levar em consideração nessa postagem, assuntos que remetam à idéia de manipulação e disseminação do vírus de forma intencional.
O vírus A/H1N1 como foi catalogado pelos pesquisadores é dado como o agente etiológico da latente pandemia que assombra os quatro cantos do planeta, também popularmente conhecida como gripe suína.
Bom, para as autoridades de saúde é unânime a concepção de que a eminência de uma pandemia se dá principalmente, não pela transmissão do vírus do porco para o homem, mas sim pela transmissão entre os seres humanos, haja vista que até o momento não se tem evidência da ocorrência da primeira hipótese, e ainda, a transmissão entre seres humanos pode evidenciar uma mutação e um ataque mais intensos e agressivos do vírus no organismo humano.
O alerta global acerca da gripe suína tomou o lugar da crise econômica mundial nos noticiários. Também, não é por menos. Só no México, pivô das contaminações, foram catalogados até o momento da edição desta postagem mais de 150 mortes e outra centena de pessoas estão em observação e quarentena. Nesta manhã, os EUA anunciaram também a primeira morte de uma pessoa em decorrência da contaminação pelo H1N1; trata-se de uma criança de 23 meses, moradora do Texas, as autoridades não divulgaram mais detalhes do caso mas fontes do governo informaram à agência Reuters que o bebê teria visitado o México; só no EUA já são 65 os casos da doença, em sua maioria com efeitos leves.
Um outro efeito do pânico acerca das contaminações veio do parlamento egípcio, que anunciou nesta quarta-feira a decisão de abater todos os porcos existentes no país, que somam 250 mil animais. Anunciada pela AFP, citando a agencia de notícias oficial MENA (esta do Egito), a maioria dos 80 milhões de habitantes daquele país são de muçulmanos e portanto não comem carne de porco.
Aqui no Brasil, a Anvisa e a PF intensificaram as ações de fiscalização e informação nos aeroportos internacionais e mobilizou equipes especiais para atuarem junto aos portos do litoral brasileiro, estas equipes estão preparadas para ações contingenciais desde a ocorrência da gripe do frango que provocou semelhante pânico na sociedade durante a segunda metade da década de noventa.
Diante de toda essa tempestade de notícias acerca da latente explosão de uma pandemia, já estou cogitando a idéia de sair para comprar uma máscara após editar esta postagem.
SOBRE A TERMINOLOGIA DO NOME
A letra A indica o tipo mais variável de vírus, com potencial de fazer adoecer o maior número de pessoas. Os vírus da gripe humana são classificados em A, B ou C, de acordo com esse critério.
A letra H, de H1N1, é a inicial de hemoglutinina, uma proteína localizada na superfície externa do vírus e que ele utiliza para se fixar nas células humanas. O nome vem da aglutinação das células do sangue.
A letra H, de H1N1, é a inicial de hemoglutinina, uma proteína localizada na superfície externa do vírus e que ele utiliza para se fixar nas células humanas. O nome vem da aglutinação das células do sangue.
A letra N, de H1N1, é a inicial de neuraminidase, uma proteína que quebra os açúcares da célula sob ataque para liberar novos vírus.
Como as duas proteínas localizam-se no lado externo do vírus, são elas que o sistema imunológico detecta e que os cientistas procuram alvejar na busca por formas de matar o vírus.
Existem 16 tipos de hemoglutinina e 9 tipos de neuraminidase. Apenas as hemoglutininas 1, 2 e 3 ocorrem nos seres humanos (daí os H1, H2 e H3 nas denominações dos vírus). Da mesma forma, apenas as neuraminidases N1 e N2 são frequentes no ser humano.
Os outros tipos são encontrados em aves. Como não ficam gripadas - os vírus atacam seu sistema digestivo e não o sistema respiratório - as aves migratórias misturam os vírus em escala mundial.
A SINA DO HOSPEDEIRO
Os porcos não são meros "bodes-espiatórios", fazem parte de uma crença histórica e em várias religiões que o assimilam como animais impuros, isso já nos tempos de Jesus Cristo.
Têm-se notícias de que grande parte das criações de suínos no México são feitas sem muita fiscalização por parte dos órgãos competentes daquele país, com isso, práticas inadequadas de criação, controle de sanidade e qualidade são escassos, dando margem para o surgimento e proliferação de muitas doenças, inclusive zoonozes.
A atividade de confinamento de suínos é uma das atividades pecuárias com maiores possibilidades de impacto ambiental severo, dado a potencialidade contaminante advinda dos criatórios, sobretudo através de excrementos da criação, que atingem leitos de rios e lençóis freáticos causando danos imediatos e severos para o meio ambiente local.
Estamos todos atentos ao desenrolar dos fatos, até lá, aconselho a não viajarem para o México, "nem que a vaca tussa", pois se ela também tossir ai a coisa fica mais séria!

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