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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Auditoria Ambiental

Abaixo serão postados tópicos informativos de Auditoria Ambiental!

Um conceito bastante interessante:

"É um exame sistemático e independente para determinar se as atividades de gestão e os seus resultados estão de acordo com as disposições planejadas, se estas foram implementadas com eficácia e se são adequadas à consecução dos objetios." (HGB Consultores).




quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PEQUENAS DICAS DE GRANDE IMPORTÂNCIA

Reduzir as emissões de carbono no âmbito individual ou familiar é uma questão tão sensível quanto complexa. Talvez porque, em primeiro lugar, reduzir carbono requer que o indivíduo saiba o que significa este ato na sua vida e na vida dos demais e acima de tudo aceite certas mudanças em seus hábitos cotidianos, ou seja, é preciso que haja conhecimento e sensibilização. Em segundo plano a dificuldade pode ser encontrada em um fator mais pessoal, ou seja, a dinâmica da economia ou uso racional de energia objetivando a redução na emissão de carbono requer do indivíduo ações mais práticas que interferem muitas vezes em um padrão de conforto no qual cada um já está acostumado. Em outras palavras, tendo um carro na garagem de casa muitos não aprovariam ir a pé até o ponto de ônibus, ou ainda, usar o condicionador de ar do quarto para apenas refrigerar o ambiente e não para transformá-lo em uma câmara-fria doméstica.
Mudar hábitos requer sempre um esforço mínimo que muitas vezes não o indivíduo não aceita pagar, seja postergando sua decisão ou mesmo recusando a mudança!! :)

DICAS PARA REDUÇÃO DA EMISSÃO DE CARBONO NO ÂMBITO INDIVIDUAL OU FAMILIAR
O principal gasto que temos em nossa residência são os consumos de eletricidade. Além de escolher os aparelhos mais eficientes para reduzir esse consumo, também é possível reduzir o consumo geral de energia elétrica e assim, diminuir as emissões.Também os deslocamentos diários, a queima de combustível nos automóveis, ônibus e demais meios de transporte geram emissões de CO2, que devem ser reduzidas.

Algumas mudanças de costumes diários podem repercutir de maneira significativa na redução de CO2 lançado na atmosfera, como por exemplo, substituir os atuais eletrodomésticos por equipamentos mais eficientes, substituir o automóvel pelo ônibus nos deslocamentos casa-trabalho-casa, diminuir o tempo e a temperatura dos banhos, manter os pneus dos automóveis com a pressão certa, evitando gasto desnecessário de combustível, entre outras ações.

Reduções em casa

Uma residência consome em média no Brasil, cerca de 2.500 a 3.000 kWh/ano. Para minimizar este consumo, esteja atento às seguintes situações:

-Prefira os eletrodomésticos de frio de classe D pelos de classe A, que podem reduzir o consumo em até 45% e evitar a emissão de 110kg de CO2/anos na atmosfera;

-Sem substituir os equipamentos atuais, mantenha a temperatura entre 3 a 5ºC, evitando o acúmulo de gelo, e diminua as aberturas frequentes de portas, o que pode reduzir em 15% o consumo de energia;
-As máquinas de lavar apresentam alto consumo de energia quando realizam o aquecimento da água. A diminuição da temperatura de lavagem de 60º para 40ºC significa uma redução de 54% do consumo de energia;
-Equipamentos em stand-by podem significar um consumo extra de 440 kWh/ano ou 190 Kg de CO2 na atmosfera;
-As lâmpadas fluorescentes gastam cerca de 80% menos energia que uma lâmpada comum. Uma única lâmpada de 100W substituída por uma equivalente (de 20W) fluorescente significa uma economia de 115 kWh/ano ou 50 kg de CO2 na atmosfera.

Reduções no automóvel

Uma condução eficiente e econômica reduz a emissão de poluentes e o ruído, os principais problemas do trânsito nas cidades. Um motor de carro a 4.000 rpm faz tanto barulho quanto 32 motores trabalhando a 2.000 rpm. Na direção do seu veículo, siga algumas instruções abaixo para reduzir suas emissões:

-Prefira trafegar com a marcha mais elevada possível, evitando a perda de potência causada pela fricção interna do motor. Mude as marchas antes dos 2.500 rpm nos automóveis a gasolina e antes dos 2.000 rpm nos à diesel;

-Evite mudanças bruscas de velocidade, com acelerações e frenagens, preferindo manter uma velocidade constante e antecipando as paradas nos semáforos;

-Reduza a velocidade de passeio para o máximo de 100 km/h. Isso diminui o consumo de combustível em 15%;

-Desligue o motor nas pequenas paradas a partir dos 20 segundos. Nos veículos antigos, onde a ligação do motor necessita de pressão sobre o acelerador, apenas desligue o motor quando o tempo de parada for superior a 1 minuto;

-Não exagere na utilização do ar-condicionado e dos sistemas de som de potência elevada, que acarretam um aumento de 13% no consumo. Não utilize o ar-condicionado para reduzir a temperatura abaixo dos 23ºC e na estrada, a mais de 80Km/h prefira fechar as janelas e ligar o ar-condicionado;

-Evite pesos desnecessários no automóvel;

-Verifique sempre a pressão dos pneus e trafegue com a pressão adequada. O aumento do atrito aumenta o consumo do veículo em até 2%;

-Reduza a utilização do automóvel ao essencial. Se houver alternativas, como deslocamento a pé para trajetos curtos ou transporte coletivo para maiores distâncias, deixe o carro em casa.
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Em todo caso, plantar algumas mudas de árvores por ano sempre ajuda, só tome cuidado para utilizar mudas ou sementes de espécies nativas de sua região. :)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

COP - 14 (01 a 12 de Dezembro de 2008)

Cerca de 190 países participam até o dia 13 de mais uma jornada de negociação para definir o substituto do Protocolo de Quioto, que atualmente regula as emissões de gases de efeito estufa e vence em 2012. A 14° Conferência das Partes sobre o Clima (COP-14) deve reunir mais de 9 mil pessoas em Póznan, na Polônia.


O encontro é o meio do caminho entre a COP-13, em Bali, quando os países definiram um roteiro de negociação – o chamado Mapa do Caminho – e a próxima reunião, já marcada para 2009 em Copenhagen (Dinamarca), prazo final para se chegar a um novo acordo global sobre o clima.

Criado em 1997, o acordo de Quioto determina que as nações industrializadas devem reduzir, até 2012, as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 5% abaixo dos níveis registrados em 1990. Para o próximo período de compromisso, a expectativa é de que as metas sejam mais ambiciosas.

Na abertura do debate na manhã de hoje (1º), o secretário executivo da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, lembrou o alerta do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) sobre a necessidade de medidas urgentes para evitar o aquecimento do planeta.
“Estamos em um cenário histórico, em um momento importante na negociação sobre mudança climática: na metade do caminho para Copenhagen. Precisamos tomar decisões importantes que irão estabelecer uma base sólida para um resultado ambicioso a ser acordado em 2009, para redirecionar o desenvolvimento futuro da humanidade.”

Na agenda das delegações, temas como a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), transferência de tecnologia entre países, financiamento de ações de mitigação e adaptação e metas quantitativas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

A crise financeira mundial – que poderá encarecer as alternativas ambientalmente sustentáveis – deverá nortear as negociações. A eleição do democrata Barack Obama para a presidência norte-americana também estará na pauta da COP-14. Os Estados Unidos são o único país desenvolvido que não ratificaram o Protocolo de Quioto.

Os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty), do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia integram a delegação brasileira em Póznan. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, desembarcará na Polônia na segunda semana da COP, na fase de decisões da reunião.

Créditos:
Matéria de Luana Lourenço, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 02/12/2008.

sábado, 22 de novembro de 2008

Tecnologias para o Saneamento - Ecocentro IPEC




Biorremediação - tratamento biológico de efluentes





Na Permacultura classificamos a água servida em dois tipos, água cinza e água negra.

A água cinza é a água que vem da cozinha, dos chuveiros, de lavagens em geral. Água que contenha somente restos de comida, gordura e sabão e que não esteja contaminada com fezes. A água negra é aquela que vem das privadas, ou seja, água que contenha fezes e urina humanas.

Uma das formas mais simples e eficientes de tratamento da água cinza são as camas de tratamento biológico, nelas é tratada toda a água que vem dos chuveiros, da cozinha e da lavanderia do Ecocentro IPEC. As camas podem tratar tanto grandes volumes de água em comunidades, bairros, conjuntos residenciais, escolas, etc, como também quantias bem pequenas em fundos de quintal, pequenas residências e até mesmo em apartamentos.
No detalhe, a praça de "tratamento de efluentes" do Ecocentro IPEC.

Vantagens:

- pode tratar toda a água cinza da residência

- a solução para o problema do esgoto

- pode ser aplicado tanto numa casa, sítio ou apartamento

- não exala odores - causa grande efeito visual positivo ao seu jardim

- enriquece o jardim ou propriedade com imensa variedade de plantas e ecossistemas variados

- atrai fauna diversificada.



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

- EU PROTESTO!!!

Portal Globo Amazônia, onde a sua voz de protesto contra as queimadas na Amazônia é ouvida.

REGISTRE O SEU PROTESTO

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Biocombustível e a Energia Nuclear


Autor: Paulo Queiroz Neto

Declarações do sociólogo suíço Jean Ziegler, relator especial da ONU pelo direito à alimentação, classificou a produção maciça de biocombustíveis de "crime contra a Humanidade" e "hecatombe anunciada", mais do que uma constatação no momento em que declaradamente o mundo vive uma crise de alimentos, tais afirmações servem de alerta e reflexão sobre o jogo de interesses no cenário mundial.


Uma maciça produção de biocombustíveis, estimulada pelo preço do barril do petróleo mais do que pela redução da queima de combustíveis fósseis, com certeza afetaria a produção de alimentos, em maior ou menor escala.


Não se concebe em um País continental como o nosso Brasil, que áreas hoje voltadas para a agricultura alimentar se transforme em “indústrias agrícolas de energia” fadando a escassez de alimentos as populações historicamente menos favorecidas.Existe, sem dúvida, espaço agricultável e potencial empreendedor para coexistência das duas produções, e fazer deste País o tão sonhado celeiro do faminto mundo.


O perigo porém ainda não foi denunciado, embora tenhamos boas áreas, mão de obra e espírito empreendedor, não estamos preparados para fornecer insumos a qualquer que seja o aumento de produção agrícola. As reservas de potássio e fósforo em especial não estão aptas para atender a demanda.Por outro lado, a busca mundial, muito mais que por alimentos, é por energia, e a energia nuclear, a vilã do século passado, cada vez mais se apresenta como uma alternativa limpa e viável.


Aqui também a mineração é fator de preocupação, entre as cinco maiores reservas de urânio, o combustível das usinas nucleares, o Brasil não tem se preparado para o anunciado aumento da procura.


Detentor do conhecimento do enriquecimento, que agrega valor ao produto, o Brasil não está incentivando a industrialização, pelo contrário, a falta de regulamentação e a desatenção sobre o assunto, vêm possibilitando às mineradoras estrangeiras o controle de nosso solo.Quer o biocombustível, quer a energia nuclear, nosso solo tem que estar preparado para o crescimento mundial, se atenção não for dada ao assunto estaremos fadados a permanecer como o País do futuro.

Paulo Queiroz Neto, é Tenente Coronel R/1 do Exército Brasileiro, é Mestre em Ciências Militares e Psicopedagogo e, graduando em Geociências e Educação Ambiental pela Universidade de São Paulo e Juiz Arbitral.

terça-feira, 21 de outubro de 2008


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A POLÊMICA DAS SACOLINHAS

Autoria: Carolina Rocha de Oliveira
Desde que Alexander Parkes inventou o primeiro plástico, em 18621, esse material vem sendo utilizado em todo planeta em escala crescente. Embalagens e sacolas plásticas tornaram-se uma alternativa prática e barata para o fornecedor. O consumidor viu nessa novidade um sinônimo de evolução, era a tecnologia do futuro no cotidiano de cada família.

Com o passar do tempo, o plástico tornou-se a “praga” do ano 2000. Não há uma cidade, um rio, uma praia que se observe sem encontrar um plástico no lugar errado. Eu mesma, durante meus 60 dias na Antártica, encontrava diariamente garrafas PET que chegavam à praia da Ilha Elefante. Com um corpo resistente e cheia de ar, essas garrafas comportam-se como bóias, navegando por todos os mares até encontrarem terra firme.
Os plásticos são compostos por uma resina sintética originada do petróleo que não é biodegradável, sendo difícil determinar com precisão o tempo que leva para se decompor na natureza.

Plástico como “praga” da atualidade.
Fonte: funverde.wordpress.com
As sacolas plásticas são personagens de peso nesse quadro. Utilizadas para acomodar as compras do supermercado, padaria, farmácia, feiras, papelarias, etc, quando recebem tratamento final inadequado, elas colaboram com um planeta cada vez mais “infectado” de plástico. Somente no Brasil, um bilhão de sacos plásticos são distribuídos por mês nos supermercados. Isso significa 33 milhões por dia ou 12 bilhões por ano, o que equivale a um consumo familiar médio de 40 quilos de plásticos por ano, ou 66 sacolinhas para cada brasileiro ao mês2.
Uma pesquisa realizada pelo Ibope com 600 mulheres mostrou que 71% delas manifestaram-se favoráveis ao uso de sacolinhas plásticas como a forma ideal para o transporte de compras e 75% entendem que as sacolinhas devem ser fornecidas pelo varejo. Essa pesquisa revelou ainda que 100% das consumidoras usam as embalagens para o descarte do lixo doméstico, dispensando a compra de sacos para esse fim3.
O consumidor reutiliza esse material como sacos de lixo, porém o presidente do Instituto Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, afirma que as sacolas poderiam ser reutilizadas ao menos quatro vezes3. No Brasil, elas já representam quase 10% de todo o lixo do país2. Tendo como destino final lixões e aterros sanitários, as sacolas plásticas dificultam a decomposição do lixo orgânico, uma vez que é um material isolante e não biodegradável.
Um típico lixão e o predomínio das sacolas plásticas. Fonte: funverde.wordpress.com
Para Esmeraldo, o ato de reutilizar as sacolinhas significa uma mudança cultural importante na medida em que o consumidor teria que levar sua sacola de casa, “o melhor caminho é oferecer às pessoas alternativas sem deixar de atender às necessidades práticas dos seu dia-a-dia”3.
Com esse problema evoluindo, o planeta começou a buscar alternativas. Sacolas pagas, sacolas reutilizáveis e sacolas biodegradáveis começaram a surgir não só no mercado, mas nas leis em toda parte do mundo. Em países como Irlanda, África do Sul, Bangladesh, Austrália, Xangai, Taiwan e algumas cidades alemãs, cada sacola plástica tem um preço, estimulando ao consumidor a reutilização e evitando o desperdício. A cidade de San Francisco (EUA) foi a primeira a aprovar uma lei que obriga estabelecimentos como supermercados e farmácias a utilizarem sacolas biodegradáveis. Na Inglaterra essa lei também vigora. Itália e França devem aderir a leis semelhantes até 2010. Aqui no Brasil a rede catarinense de farmácias SESI trocou as sacolas plásticas comuns pelas biodegradáveis. E cidades como Curitiba e Belo Horizonte já aprovaram leis municipais com o mesmo objetivo. O estado de Goiás também aderiu à alternativa e o Rio Grande do Sul está em processo de votação.
No estado de São Paulo, uma polêmica foi levantada quando o governador José Serra não aprovou tal lei. Segundo parecer do Departamento de Controle Ambiental da Secretaria do Verde existe dúvida sobre a real degradação deste material em termos químicos e bioquímicos, sendo necessários mais estudos para determinar o quanto a nova tecnologia seria eficaz e não prejudicaria a natureza. “Polímeros são macromoléculas derivadas do petróleo, muito estáveis, que demoram muito tempo para se degradar no meio ambiente. O plástico modificado, embora se degrade mais rapidamente do que o comum, pode continuar contaminando o meio ambiente de forma agressiva em razão dos catalisadores empregados, derivados de metais pesados como níquel, cobalto e manganês”1. Interessado na preservação ambiental e no gerenciamento do lixo, o governo da Califórnia (EUA) decidiu verificar as alternativas às sacolas plásticas e solicitou ao California Integrated Wast Management Board, um estudo para testar a decomposição de produtos ditos biodegradáveis, oxi-biodegradáveis e de plásticos comuns.
Das várias opções disponíveis no mercado, o melhor desempenho ficou com as fabricadas utilizando PLA e PHA, seguidas daqueles a partir da matéria-prima obtida da cana-de-açúcar (PLB). Outros chamados oxibiodegradáveis permaneceram praticamente intactos após 120 dias de exposição na natureza, em aterros abertos ou fechados ou em compostagem. Especialistas explicaram que as principais características de um produto biodegradável são: servir de alimento para os microorganismos e não deixar resíduo a partir de um determinado tempo (120 dias). Os testes mostraram que isto não aconteceu com os ditos oxibiodegradáveis que continham polietilino que não se degradou3.
No Brasil, a FUNVERDE, em 2005, iniciou uma pesquisa a procura de uma tecnologia emergencial para degradação do plástico e encontrou os plásticos biodegradáveis e oxi-biodegradável.
Segundo a FUNVERDE, as diferenças entre eles são que o plástico biodegradável necessita de ambiente biologicamente ativo, ou seja, rico em bactérias capazes de consumir o plástico enquanto que o oxi-biodegradável primeiramente oxida-se, facilitando o processo de biodegradação que pode ocorrer em qualquer ambiente.
Além disso, eles afirmam que o plástico oxi-biodegradável não possui metais pesados, é reciclável, pode ser feito de material reciclado e é compatível com processos de compostagem. Esse “plástico ecológico” já está disponível no mercado europeu há alguns anos e possui um preço muito semelhante ao plástico comum.
Em relação aos catalisadores, a RES Brasil, fabricante de plásticos biodegradáveis esclarece em seu website que utiliza apenas “aditivos inertes ou matérias-primas de origem vegetal (...). Os produtos finais aditivados são totalmente recicláveis.4”
A empresa traz ainda outras alternativas tecnológicas: “além do aditivo que fragiliza as moléculas do plástico comum, feitos com polietileno, polipropileno, BOPP, PET, PS, entre outros, a RES Brasil utiliza resinas de amido feitas principalmente de mandioca, milho ou batata (não transgênicas) que resultam em um plástico 100% orgânico.”
“Outra matéria-prima representada pela empresa é destinada à fabricação de plástico hidrosolúvel, à base de álcool polivinílico que se desmancha em contato com a água sem deixar resíduos tóxicos ou nocivos.”
Por fim, a empresa complementa que “todas as resinas, matérias-primas e aditivos importados pela RES Brasil são inofensivas à saúde e ao meio ambiente, recebendo certificações de órgãos europeus para contato com alimentos, de degradabilidade, biodegradabilidade, compostabilidade e hidrossulubilidade, conforme o caso.”
Tais tecnologias apresentadas como eficientes, convenceram o governador do Estado de São Paulo a aprovar a lei que obriga o uso de sacolas plásticas biodegradáveis pelos supermercados, farmácias e outros grandes distribuidores.
Uma outra fonte de poluentes são as tintas utilizadas na impressão de imagens, na flexografia, seus pigmentos possuem metais pesados, que seriam disponibilizados ao ambiente quando o plástico estiver degradado. Para evitar esse problema pode-se optar por sacolas transparentes, com o mínimo de cor e, principalmente, a utilização de pigmentos ecologicamente corretos, já existentes no mercado. A mestre em Gestão Ambiental, Eliza Yukiko Sawada em sua tese5 compara as tintas convencionais com as ecológicas, indicando a utilização destas na indústria.
Com tantas alternativas: plásticos comuns, plásticos biodegradáveis, hidrossolúveis, sacolas mais resistentes, sacolas reutilizáveis, etc, os órgão de gestão pública têm optado por políticas de substituição de sacolas comuns pelas biodegradáveis. Essa medida, sem dúvidas, diminuirá problemas de destino final dos produtos e facilitará os processos de decomposição do lixo doméstico em lixões e aterros. Porém, é válido ressaltar que essa alternativa é emergencial, estando sempre a educação da população como foco desses órgãos. Criar no brasileiro um hábito de redução, reutilização e reciclagem. Estimular o consumo consciente: quantas sacolas eu realmente preciso usar? Qual produto tem melhor embalagem? Será que eu realmente preciso comprar esse produto? Essas são metas para médio e longo prazo, mas elas não devem deixar de ser estabelecidas.
Educar, pedir para que não se jogue sujeira nas ruas, pelas janelas dos carros, depois de consumir um produto, dar o destino apropriado para o lixo. Educação demanda tempo para ser conseguida. Mudanças nos hábitos levam gerações para mostrar resultados, por isso, o processo de Educação Ambiental do cidadão deve ser sempre contínuo. Não se pode criar agora uma população acomodada num pensamento de “plástico biodegradável não polui”. O conceito de sustentabilidade é aplicado aqui principalmente com o consumo consciente.
Referências bibliográficas
1 – Soma Agência:
http://209.85.165.104/search?q=cache:cZhMBHLnSAEJ:www.somaagencia.com.br/artigos_ver.asp%3Fid%3D136+sacolas+biodegrad%C3%A1veis+mercado+lei&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=17&gl=br
2 – Consultor Social:
http://209.85.165.104/search?q=cache:hOou-68XAVcJ:mail.amserver2.com/~consult/portal/index.php%3Foption%3Dcom_content%26task%3Dview%26id%3D88%26Itemid%3D1+sacolas+biodegrad%C3%A1veis+mercado+lei&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=7&gl=br
3 – Proteja o meio ambiente: WWW.protejaomeioambiente.com.br
4 – RES Brasil: www.resbrasil.com.br
5 – Sawada, Eliza Yukiko. Avaliação da Exposição a Vapores Orgânicos em Ambientes de Gráficas Offset: Comparação entre Tintas Convencionais e Ecológicas. Universidade Positivo, 2007.
Outros links utilizados na pesquisa:
http://mercadoetico.terra.com.br/index.php
http://209.85.165.104/search?q=cache:DR9D-IR673sJ:mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php%3Fid%3D625+sacolas+biodegrad%C3%A1veis+mercado+lei&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=10&gl=br
http://209.85.165.104/search?q=cache:Dq5ZTbi2CY0J:www.ecoviagem.com.br/fique-por-dentro/noticias/ambiente/reciclagem/sacolas-biodegradaveis-comecam-a-ganhar-espaco-no-mercado-7225.asp+sacolas+biodegrad%C3%A1veis+mercado+lei&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=2&gl=br

sábado, 19 de julho de 2008

COMUNIDADE NO ORKUT


O Mão Verde também está no Orkut, inscreva-se na comunidade, participe da enquete do mês.
SEJA MUITO BEM VINDO!


terça-feira, 15 de julho de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

help-us to save the planet, please!


"Um dia haverá uma única política no mundo, e ela será a AMBIENTAL"

Meio Ambiente, Sustentabilidade e Agronegócio

Meio Ambiente, Sustentabilidade e Agronegócio

JUNTE-SE A NÓS!