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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Grupo mostra que mudança climática já causa problemas na Amazônia


Temperaturas mais altas e mudanças no regime de chuva ameaçam bioma.
Desmatamento e queimadas têm que diminuir, afirma pesquisador.


Uma compilação de estudos de cientistas brasileiros e do exterior aponta que a expansão agropecuária e as mudanças climáticas já causam distúrbios na bacia amazônica -- principalmente na borda da floresta, nos estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso.
O grupo integra o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), que há 15 anos pesquisa os efeitos climáticos e humanos na região.
De acordo com o estudo divulgado na revista “Nature” desta quarta-feira (18), a soma de eventos decorrentes da expansão agrícola, da atividade madeireira em excesso e da mudança climática global resultariam em uma “catástrofe ambiental” no bioma, com reflexos na temperatura e no sistema de chuva.
Desta forma, haveria mais períodos de seca intensa, que alterariam a distribuição das precipitações na região amazônica, cuja população saltou de 6 milhões, em 1960, para 22 milhões, em 2010. A consequência disto é a queda na produtividade agropecuária, elevação de casos de doenças respiratórias, enchentes, redução da oferta de água potável, além de prejuízo à navegação e à geração de energia por hidrelétricas.
Seca em rio amazônico em 2010 

O documento científico analisou as secas que ocorreram na Amazônia em 2005 e 2010, consideradas graves, além de outros fenômenos climáticos como os efeitos do El Niño e alterações no sistema de chuvas já detectadas no bioma.
Percebeu-se uma elevação na quantidade de “pancadas” (precipitações rápidas, mas com grande volume de água) nas regiões leste e sudeste da Amazônia, que causam o aumento na vazão dos rios.
Os cursos d’água, por sua vez, ao receber grande quantidade de chuva podem transbordar devido aos sedimentos em excesso, vindos de processos erosivos causados pelo desmatamento da floresta. Tais consequências causariam danos às cidades como inundações.
“Em bacias como as do Rio Tocantins e Araguaia, constatamos um volume maior de sedimentos, que vêm de áreas desmatadas devido às atividades agrícolas. Essa concentração maior de precipitação pode afetar as cidades ao redor”, disse o pesquisador Alessandro Carioca de Araújo, um dos autores do artigo e que realiza pesquisas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).


Outro ponto analisado pelo estudo é a mudança no processo de evapotranspiração (transpiração de plantas) devido à elevação de temperaturas, consequência da mudança climática.
O trabalho afirma que a floresta consegue se adaptar aos períodos de seca, principalmente árvores com raízes profundas, que absorvem a água existente a entre 10 m e 15 m de profundidade, em lençóis freáticos.
“Porém, com a possibilidade de ocorrer secas cada vez mais intensas em espaço curto de tempo, árvores mais velhas podem morrer. Desta forma, a floresta mudaria de perfil, com uma existência maior de plantas que conseguem sobreviver a altas temperaturas (seleção natural), assim como aquelas que já existem no cerrado brasileiro”, complementou. O processo, já abordado em outras pesquisas, é chamado de “Savanização da Amazônia”.
Segundo Araújo, as pesquisas que integram o LBA foram importantes para compreender as melhores formas de planejamento e governança na floresta, evitando erros cometidos no passado, como o desmatamento em excesso.
“Quanto à mudança climática, não temos como combatê-la, mas sim adaptar a ela. Porém, é possível evitar o desmatamento na região, que diminuiria o envio de sedimentos aos rios, com a aplicação de tecnologias avançadas, que já estão em fase de teste”, disse.
Ele cita que é necessário parar com as queimadas na floresta, que afeta a formação de nuvens de chuva devido às emissões de aerossóis e fuligem, em virtude das atividades agropecuárias. “Temos que substituir a prática da queimada, que sabemos que é mais barato. Porém, ela terá um custo muito alto para o meio ambiente”, complementa.
FONTE: www.g1.com.br


terça-feira, 31 de maio de 2011

VALE A PENA REGISTRAR ISSO


31/05/2011 13h43 - Atualizado em 31/05/2011 14h21

Radiação de telefones celulares pode causar câncer, diz braço da OMS 



Não há, no entanto, casos confirmados ligados ao uso do aparelho.

Anúncio foi feito a partir de análises de estudos científicos.

Do G1, em São Paulo
A radiação eletromagnética vinda de telefones celulares pode causar um tipo de câncer no cérebro, de acordo com anúncio feito nesta terça-feira (31), na França, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), um braço da Organização Mundial de Saúde (OMS). A agência, no entanto, ressaltou que, até agora, não foram registrados casos de problemas de saúde ligados ao uso do aparelho.
Segundo estimativas da agência, há mais de 5 bilhões de aparelhos celulares em operação no mundo.
O anúncio foi feito a partir da revisão de estudos médicos sobre o tema, feita por um grupo de 31 cientistas de 14 países. Os pesquisadores colocaram a radiação dos telefones móveis no mesmo nível de perigo que a emissão de gases vinda de automóveis, o chumbo e o clorofórmio, o "grupo 2-B", "possivelmente carcinogênico para humanos".
Os detalhes do levantamento serão publicados na edição de julho da revista médica "Lancet".
Em resumo: embora não haja até agora nenhum caso de câncer ligado ao uso de celulares, isso pode ocorrer no futuro, de acordo com a organização.
No ano passado, um estudo encomendado pela própria OMS não havia encontrado elos o bastante para justificar o risco aumentado para tumores entre usuários de telefones celulares.
Segundo a agência, não há estudos suficientes para garantir que a radiação de celulares é segura e há dados o bastante sobre os riscos para que os consumidores sejam alertados.
Conclusões
O grupo afirma que há evidências "limitadas" de aumento de risco para gliomas e neuromas -- o suficiente para a classificação no grupo 2-B, segundo o cientista Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, presidente do grupo de trabalho da Iarc.
"A conclusão é de que pode haver algum risco e portanto precisamos ficar atentos para um elo entre celulares e câncer", afirmou ele em nota.
Os cientistas não quantificaram o risco, mas Samet informou que um dos estudos analisados apresentou um risco aumentado de 40% para gliomas entre as pessoas que usavam celulares em média por 30 minutos por dia ao longo de 10 anos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Melhore em si para mudar o meio

A responsabilidade que cada um tem consigo mesmo reflete no modo e nas ações que cada pessoa têm com relação ao próximo e também com relação ao meio ambiente. 

O que você faz com você mesmo reflete no seu meio!

Qual é a sua responsabilidade consigo mesmo hoje?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Até quando nós vamos continuar?

Uma coisa inquietante é ver coisas assim acontecendo e mesmo que você esteja lutando contra isso, mesmo que você esteja exaurindo suas energias para evitar isso, estas coisas continuam a acontecer e não são poucas vezes não, são dezenas, são milhares de vezes e você, em algum momento, acaba se sentindo de "mãos atadas" e mesmo assim, mesmo em desvantagem na luta, você não se deixa abater enquanto houver algo a fazer, enquanto houver uma vida pela qual lutar. 

Fontes Alternativas

Estudantes de Harvard criaram uma bola que, após ser usada, produz energia. Usada por 15 minutos, a bola pode gerar energia para uma lâmpada ficar acesa durante três horas.

Vídeo da Campanha publicitária








Isso sim é Show de Bola!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Campanha WSPA Brasil pelo Bem estar Animal



Para assinar a Declaração Universal
 do bem estar animal e obter
 mais informações:



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Para quê precisamos de sustentabilidade? "Quer que eu desenhe?"


Nós, enquanto cidadãos, muitas vezes não nos damos conta do que significa globalmente as etiquetas com expressão "made in China"/"made in Taiwan" ou outras do gênero; Pouquíssimas vezes - ou até mesmo nunca - ouvimos dizer a expressão "exteriorizar custos". Mas e agora? Qual seria a relação intrínseca entre estas duas expressões? A explicação a esta e a outras questões sobre a forma como o sistema de produção e consumo atual é deliberadamente nocivo ao meio ambiente pode ser conferida através do vídeo "A história das coisas" ou "The story of stuff" apresentado pela especialista em sustentabilidade a norte-americana Annie Leonard.

Entre outras coisas, no vídeo feito com uma abordagem lúdica, simples e bem didática Annie nos dá algumas explicações de como o sistema de extração de recursos, produção, consumo e descarte das coisas podem estar maquiados, escondendo detalhes da cadeia produtiva que nunca antes nos demos conta. Esta "aula" nos propõe e nos convida a uma mudança na forma com que enchergamos e participamos deste sistema.
Abaixo podemos conferir o vídeo na íntegra, dublado.

VALE (muito) A PENA CONFERIR!

Meio Ambiente, Sustentabilidade e Agronegócio

Meio Ambiente, Sustentabilidade e Agronegócio

JUNTE-SE A NÓS!