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sexta-feira, 8 de maio de 2009

ETANOL: UMA ATITUDE INTELIGENTE


Segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), até 2013, o número de veículos movidos a álcool e gasolina (os chamados flex) em circulação crescerá em 500%.A frota atual, segundo a Anfavea, alcança 6,5 milhões de unidades que circulam com as mais diferentesmisturas de gasolina e etanol.
Todos sabemos da urgência em se desenvolver mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) e nesse ponto geração de energia é um fator crucial a ser debatido.


Atualmente, quando se fala em fontes alternativas de energia, mais precisamente sobre o Etanol, notamos aexistência de duas correntes de conhecimento. De um lado estão os sócio-ambientalistas que defendemque o crescimento da indústria do etanol causará, entre outros, o êxodo rural, a derrubada da floresta e oaumento da fome no planeta; do outro lado estão os cientistas-ambientais, pesquisadores, governos, ONGs e grande parte da sociedade que buscam cada vez mais alternativas com menor impacto ambiental possívelfrente ao uso do petróleo.

No Brasil a cana-de-açúcar é a matéria-prima predominante para a produção do Etanol, sua área de plantio corresponde a 7,8 milhões de hectares, ou 2,2% do total de terras cultiváveis no Brasil segundo dados dasafra 2007/2008 ano em que a produção atingiu 496 milhões de toneladas. Foi também nesse período, mais precisamente em Março de 2008 que o consumo do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar ultrapassou o de gasolina e passou a representar 50% do combustível utilizado nos veículos leves no Brasil.
Um dos grandes entraves a ser resolvido na produção da cana-de-açúcar refere-se à colheita, que em muitas localidadesé feita através da queima do canavial e posterior corte manual, método que acarretou ao longo de muitos anoso uso de mão-de-obra semi-escrava, condições de sobrecarga de trabalho, inclusive com casos de morte de trabalhador por fadiga, escessiva emissão de gases poluentes e fuligens com propriedades cancerígenasna atmosfera devido à queima da cana para colheita.

Recentemente o movimento para a mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem encontrado respaldo legal em váriosestados, sobretudo no estado de São Paulo, que atualmente responde por cerca de 60% da cana produzida no país.

A colheita mecanizada além de reduzir consideravelmente a emissão de poluentes ambientais na atmosfera, confere mais produtividadea um setor com grande potencial energético.

Em São Paulo, a Lei Estadual 11.241/02 prevê o prazo para a total eliminação da queima da palha da cana-de-açúcar nas lavouras do estado em áreas mecanizáveis até 2021 e em áreas não mecanizáveis até 2031; no entanto, a UNICA - União das Indústrias de Cana-de-Açúcar estabeleceu o Protocolo Agroambiental, com adesão das indústrias sucroalcoleiras do estado, que entre outras atribuições prevê uma redução no prazo para a eliminação da queima da palha da cana em relação à Lei estadual.

A eficiência do uso da cana-de-açúcar para a produção do Etanol já é um consenso entre os pesquisadores e o Brasil é pioneiro no uso dessa tecnologia além de ser também o maior produtor mundial dagramínea. As lavouras de cana-de-açúcar, ao contrário do que muitos pensam, está longe de apresentar uma ameaça à floresta amazônica, uma vez que as plantações se utilizam de áreas onde antes haviam pastagens, muitas em estado de degradação,e sua maior concentração encontra-se nas regiões Sudeste e Nordeste, portanto, a maior concentração do cultivo da cana-de-açúcarocorre em média a mais de 2000km da floresta amazônica.

Aproveitando-se de regiões com pastagens em estado de degradação ou não mais exploradas pela pecuária, as lavouras de cana-de-açúcar encontram-se concentradas em sua maioria na em regiões distantes da floresta amazônica, não apresentando portanto ameaça ao equilíbrio ambiental daquele bioma.

Um relatório publicado pela ONG internacional Oxfan de combate a pobreza denominado "Another Inconvenient Truth" (Uma OutraVerdade Inconveniente), diz entre outras coisas que o etanol brasileiro é o mais favorável biocombustível do mundo. O relatório afirma que: «Embora a produção de etanol brasileiro esteja longe de ser perfeita e apresente vários problemas sociais e de sustentabilidade ambiental, este é o mais favorável biocombustível no mundo em termos de custo e equilíbrio de gases do efeito estufa».

Um outro aspecto ambiental considerável em relação ao uso do Etanol brasileiro é o fato de que estimativas apontam para uma redução de até 90% de emissões de GEEs (Gases do Efeito Estufa) durante toda a cadeia produtiva, do plantio da cana até o veículoabastecido com etanol se comparado com as emissões de GEEs da cadeia produtiva da gasolina.

De fato quando falamos em SUSTENTABILIDADE, o que importa no final das contas é como vamos superar as formas poluentes de desenvolvimento, de que forma vamos promover uma exploração racional e consciente dos recursos naturais sem comprometê-lose sem degradá-los excessivamente.
Frente à grande pegada ecológica advinda da nossa atual base energética, a utilização do Etanol como combustível veicular deixa de ser uma alternativa para se tornar uma necessidade real. Pela segurança energética, pelo desenvolvimento sustentável da economia nacional, pela adoção de uma matriz energética viável com menor impacto ambiental, pela redução das emissões de GEEs em comparação à exploração do petróleo. Sim, o Etanol é uma atitude inteligente.


Etanol, uma atitude inteligente.



Para ter opinião é preciso ir além da notícia.

Acesse:
http://www.unica.com.br/
http://www.etanolverde.com.br/


Crédito das imagens: UNICA/Divulgação

quarta-feira, 6 de maio de 2009

ENQUANTO ISSO NA ANTÁRTICA...


Uma plataforma de gelo com quase o tamanho da cidade de New York desintegrou-se em vários icebergs depois do colapso de uma ponte de gelo no último dia 27 de Abril, a qual vinha assegurando a estabilidade da plataforma até então. Os climatologistas já creditam o fato como efeito do aquecimento global , visto que as águas da região apresentaram alta de 3 graus em média no último século.
Com base em imagens de satélite da Agência Espacial Européia Humbert relata que cerca de 700 km2 de gelo se desprenderam da plataforma de Wilkins formando uma frota de icebergs.

De acordo com David Vaughan, cientista do British Antartic Survey que esteve na ponte de gelo da Wilkins em janeiro, essa tendência está fortemente associada às mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases do efeito-estufa que resultaram num aumento de cerca de 3º C nas temperaturas da Península Antártica neste século.

Humbert comenta que suas estimativas eram de que a plataforma Wilkins poderia perder de 800 a 3 mil km2 depois da fragmentação da ponte de gelo. No entanto ela já perdeu cerca de um terço dos seus 16 mil km2 originais desde que foi avistada pela primeira vez, na segunda metade do século 19.
A perda dessas estruturas não provoca elevação significativa do nível dos oceanos porque o gelo está flutuando e sua maior parte está submersa. Mas a grande preocupação é que esse colapso venha permitir que camadas de gelo do continente se movam mais rapidamente, despejando mais água nos oceanos. Não há geleiras significativas atrás da Wilkins, mas plataformas de gelo mais ao sul escoram um grande volume de gelo.
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Mesmo que um evento destes tenha ocorrido em uma região remota e distante dos nossos olhos, o impacto deste fato na comunidade científica é evidente do ponto de vista dos efeitos da aceleração no aquecimento global.

Blocos de gelo se soltando do continente Antárctico ou da Groelandia estão longe de levar pânico à população mundial, em grande parte graças ao "o que os olhos não vêem o coração não sente"; no entanto, para as pessoas que se dão ao trabalho de buscar um pouco além da notícia, estes acidentes glaciais constituem provas irrefutáveis de que em termos de clima estamos caminhando por uma estrada sem volta, onde o destino final pode não ser tão amistoso quanto uma placa de .
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Só para lembrar: São nas regiões oceanicas de águas frias onde ocorrem a maior parte da "conversão", ou seja, são nessas regiões em que os oceanos mais absorvem CO2 da atmosfera.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

MAIS DO QUE UM BOM EXEMPLO!

ATENÇÃO!!




Diego é um rapaz muito centrado nas coisas. Ele gosta de fazer as coisas o melhor possível, está sempre querendo aperfeiçoar suas atitudes buscando sempre uma forma de fazer melhor, de atuar melhor.
Em relação aos assuntos ambientais, Diego é um exemplo, ele sabe que o "caminhão de lixo" que passa na frente da sua casa não está preocupado com a reciclagem, mesmo assim, ele faz questão de separar o seu lixo e colocar na sua lixeira as sacolas separadas com VIDRO, PLÁSTICO e PAPEL, ele coloca as sacolas na sua lixeira sempre bem cedo para que todos os vizinhos vejam, cada uma de uma cor com a inscrição: PAPEL, VIDRO, PLÁSTICO. Eventualmente ele separa materiais metálicos quando tem.
Certa manhã Diego foi procurado pelo seu vizinho que queria saber mais sobre as curiosas sacolas de lixo. Acabou que seu vizinho gostou da atitude e passou a fazer o mesmo, logo os demais vizinhos da rua aderiram ao movimento. Em pouco tempo, a rua de Diego em dia de coleta de lixo passou a chamar a atenção, tanto que, o presidente do bairro, em uma reunião com as lideranças do bairro divulgou a idéia que foi bem aceita. Cada morador fazia a sua separação do lixo reciclável.




Certa vez, alertado pelos Garis, o gerente da empresa de coleta de lixo fez uma visita no bairro do Diego no dia da coleta; tamanho foi o seu espanto com toda a organização dos moradores que ele prometeu dar um tratamento diferenciado para o lixo coletado naquele bairro.



Oito meses após aquela visita, a associação de moradores do bairro juntamente com a empresa de coleta montaram uma central de triagem do lixo reciclado coletado no bairro e passaram a reciclar os PAPÉIS e alguns PLÁSTICOS coletados no bairro e na região; essa central de reciclagem opera com máquinas adquiridas em parceira com a empresa de coleta que decidiu investir no projeto para melhorar a sua imagem como empresa que investe em sustentabilidade; a mão-de-obra da central é composta totalmente por moradores do bairro, inclusive pelo tio do Diego, que cuida da seção de logística.




A renda dos trabalhadores é formada pela venda dos produtos reciclados, eles fazem peças plásticas para indústria de móveis domésticos, caixas de papelão para embalagem de produtos, etc. Todos receberam treinamento pelo SENAI, que foi pago com parte do lucro gerado na central.


O exemplo do bairro do Diego foi além de suas fronteiras, hoje serve de modelo para toda a região, ou seja, agora são os bairros vizinhos que querem saber mais sobre as curiosas sacolas coloridas do bairro do Diego.


Diego hoje se orgulha do seu bairro, ainda mais quando sabe que grande parte das pessoas que trabalham na central hoje, eram pessoas desempregadas, que não tinham perspectivas de melhorar de vida, muitas vezes partiam para a criminalidade.


As sacolas utilizadas na coleta seletiva agora são fabricadas pela central do próprio bairro, que fabrica e vende também lixeiras temáticas sobre coleta seletiva.
O lixo orgânico das residências é coletado pela central também. Ela mantém uma horta comunitária no bairro em um terreno doado pela prefeitura.
Essa comunidade é sem dúvidas, um exemplo a ser seguido. Eles sabem o que é SUSTENTABILIDADE e praticam parte do processo.
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Para fazer uma grande diferença, muitas vezes é preciso começar com pequenas atitudes; Diego sabia disso; tomou uma atitude isolada dentro de sua consciência, ele sabia que o verdadeiro momento de sucesso não tem platéia!
Veja no video abaixo um pouco mais sobre o conceito de SUSTENTABILIDADE e saiba como agir para fazer parte do processo.

OBS: A história do Diego é fictícia, mas narra que é possível fazer das atitudes individuais grandes movimentos. Basta apenas começar. Comece!

Meio Ambiente, Sustentabilidade e Agronegócio

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