
Segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), até 2013, o número de veículos movidos a álcool e gasolina (os chamados flex) em circulação crescerá em 500%.A frota atual, segundo a Anfavea, alcança 6,5 milhões de unidades que circulam com as mais diferentesmisturas de gasolina e etanol.
Todos sabemos da urgência em se desenvolver mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) e nesse ponto geração de energia é um fator crucial a ser debatido.
Atualmente, quando se fala em fontes alternativas de energia, mais precisamente sobre o Etanol, notamos aexistência de duas correntes de conhecimento. De um lado estão os sócio-ambientalistas que defendemque o crescimento da indústria do etanol causará, entre outros, o êxodo rural, a derrubada da floresta e oaumento da fome no planeta; do outro lado estão os cientistas-ambientais, pesquisadores, governos, ONGs e grande parte da sociedade que buscam cada vez mais alternativas com menor impacto ambiental possívelfrente ao uso do petróleo.
No Brasil a cana-de-açúcar é a matéria-prima predominante para a produção do Etanol, sua área de plantio corresponde a 7,8 milhões de hectares, ou 2,2% do total de terras cultiváveis no Brasil segundo dados dasafra 2007/2008 ano em que a produção atingiu 496 milhões de toneladas. Foi também nesse período, mais precisamente em Março de 2008 que o consumo do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar ultrapassou o de gasolina e passou a representar 50% do combustível utilizado nos veículos leves no Brasil.
Um dos grandes entraves a ser resolvido na produção da cana-de-açúcar refere-se à colheita, que em muitas localidadesé feita através da queima do canavial e posterior corte manual, método que acarretou ao longo de muitos anoso uso de mão-de-obra semi-escrava, condições de sobrecarga de trabalho, inclusive com casos de morte de trabalhador por fadiga, escessiva emissão de gases poluentes e fuligens com propriedades cancerígenasna atmosfera devido à queima da cana para colheita.
Recentemente o movimento para a mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem encontrado respaldo legal em váriosestados, sobretudo no estado de São Paulo, que atualmente responde por cerca de 60% da cana produzida no país.
A colheita mecanizada além de reduzir consideravelmente a emissão de poluentes ambientais na atmosfera, confere mais produtividadea um setor com grande potencial energético.
Em São Paulo, a Lei Estadual 11.241/02 prevê o prazo para a total eliminação da queima da palha da cana-de-açúcar nas lavouras do estado em áreas mecanizáveis até 2021 e em áreas não mecanizáveis até 2031; no entanto, a UNICA - União das Indústrias de Cana-de-Açúcar estabeleceu o Protocolo Agroambiental, com adesão das indústrias sucroalcoleiras do estado, que entre outras atribuições prevê uma redução no prazo para a eliminação da queima da palha da cana em relação à Lei estadual.
A eficiência do uso da cana-de-açúcar para a produção do Etanol já é um consenso entre os pesquisadores e o Brasil é pioneiro no uso dessa tecnologia além de ser também o maior produtor mundial dagramínea. As lavouras de cana-de-açúcar, ao contrário do que muitos pensam, está longe de apresentar uma ameaça à floresta amazônica, uma vez que as plantações se utilizam de áreas onde antes haviam pastagens, muitas em estado de degradação,e sua maior concentração encontra-se nas regiões Sudeste e Nordeste, portanto, a maior concentração do cultivo da cana-de-açúcarocorre em média a mais de 2000km da floresta amazônica.
Aproveitando-se de regiões com pastagens em estado de degradação ou não mais exploradas pela pecuária, as lavouras de cana-de-açúcar encontram-se concentradas em sua maioria na em regiões distantes da floresta amazônica, não apresentando portanto ameaça ao equilíbrio ambiental daquele bioma.
Um relatório publicado pela ONG internacional Oxfan de combate a pobreza denominado "Another Inconvenient Truth" (Uma OutraVerdade Inconveniente), diz entre outras coisas que o etanol brasileiro é o mais favorável biocombustível do mundo. O relatório afirma que: «Embora a produção de etanol brasileiro esteja longe de ser perfeita e apresente vários problemas sociais e de sustentabilidade ambiental, este é o mais favorável biocombustível no mundo em termos de custo e equilíbrio de gases do efeito estufa».
Um outro aspecto ambiental considerável em relação ao uso do Etanol brasileiro é o fato de que estimativas apontam para uma redução de até 90% de emissões de GEEs (Gases do Efeito Estufa) durante toda a cadeia produtiva, do plantio da cana até o veículoabastecido com etanol se comparado com as emissões de GEEs da cadeia produtiva da gasolina.
De fato quando falamos em SUSTENTABILIDADE, o que importa no final das contas é como vamos superar as formas poluentes de desenvolvimento, de que forma vamos promover uma exploração racional e consciente dos recursos naturais sem comprometê-lose sem degradá-los excessivamente.
Frente à grande pegada ecológica advinda da nossa atual base energética, a utilização do Etanol como combustível veicular deixa de ser uma alternativa para se tornar uma necessidade real. Pela segurança energética, pelo desenvolvimento sustentável da economia nacional, pela adoção de uma matriz energética viável com menor impacto ambiental, pela redução das emissões de GEEs em comparação à exploração do petróleo. Sim, o Etanol é uma atitude inteligente.
Etanol, uma atitude inteligente.
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Crédito das imagens: UNICA/Divulgação










