
Uma plataforma de gelo com quase o tamanho da cidade de New York desintegrou-se em vários icebergs depois do colapso de uma ponte de gelo no último dia 27 de Abril, a qual vinha assegurando a estabilidade da plataforma até então. Os climatologistas já creditam o fato como efeito do aquecimento global , visto que as águas da região apresentaram alta de 3 graus em média no último século.
Com base em imagens de satélite da Agência Espacial Européia Humbert relata que cerca de 700 km2 de gelo se desprenderam da plataforma de Wilkins formando uma frota de icebergs.
De acordo com David Vaughan, cientista do British Antartic Survey que esteve na ponte de gelo da Wilkins em janeiro, essa tendência está fortemente associada às mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases do efeito-estufa que resultaram num aumento de cerca de 3º C nas temperaturas da Península Antártica neste século.
Humbert comenta que suas estimativas eram de que a plataforma Wilkins poderia perder de 800 a 3 mil km2 depois da fragmentação da ponte de gelo. No entanto ela já perdeu cerca de um terço dos seus 16 mil km2 originais desde que foi avistada pela primeira vez, na segunda metade do século 19.
A perda dessas estruturas não provoca elevação significativa do nível dos oceanos porque o gelo está flutuando e sua maior parte está submersa. Mas a grande preocupação é que esse colapso venha permitir que camadas de gelo do continente se movam mais rapidamente, despejando mais água nos oceanos. Não há geleiras significativas atrás da Wilkins, mas plataformas de gelo mais ao sul escoram um grande volume de gelo.
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Mesmo que um evento destes tenha ocorrido em uma região remota e distante dos nossos olhos, o impacto deste fato na comunidade científica é evidente do ponto de vista dos efeitos da aceleração no aquecimento global.
Blocos de gelo se soltando do continente Antárctico ou da Groelandia estão longe de levar pânico à população mundial, em grande parte graças ao "o que os olhos não vêem o coração não sente"; no entanto, para as pessoas que se dão ao trabalho de buscar um pouco além da notícia, estes acidentes glaciais constituem provas irrefutáveis de que em termos de clima estamos caminhando por uma estrada sem volta, onde o destino final pode não ser tão amistoso quanto uma placa de
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Só para lembrar: São nas regiões oceanicas de águas frias onde ocorrem a maior parte da "conversão", ou seja, são nessas regiões em que os oceanos mais absorvem CO2 da atmosfera.
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FONTE DE DADOS: INPE http://www.cptec.inpe.br/mudancas_climaticas/

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the green
700 km2 de gelo se desprenderam da plataforma ?A natureza reagindo aos Impactos... culpado?O HOMEM! não ouvi essa informação na TV, no Radio, Jornal e etc... só no Blog,..
ResponderExcluirserá que estou desatualizado?... ou não estou conseguindo acompanhar a rapidez da degradação ambiental?parabéns... é só um desabafo informal..
Pois é biodelta10, muitas vezes as coisas não chegam até o nosso conhecimento pelas vias convencionais pq não são notícias que "dão ibope"; mas nem por isso são menos importantes.
ResponderExcluir...para saber mais, é preciso ir além da notícia!
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.Um grande abraço!